Canal do otário. Ou o dia em que eu pensei em comprar um carro

Depois de um dia em que eu esperei 40 minutos pelo ônibus para chegar ao trabalho, e outros 50 minutos esperando para ir para a aula (e perdi a aula, consequentemente), passei a semana pensando se comprava um carro ou se continuava andando de ônibus.

Na verdade, minhas reservas não dariam conta de comprar um carro. Mas a minha raiva poderia me mover, de alguma maneira, a tentar achar uma solução.

Refletindo, esse vídeo caiu no meu colo. Timing perfeito. Na metade dele eu já estava convencida de que, não só não daria conta, como também comprar um carro, definitivamente, não é o melhor negócio.

“O Gol, fabricado no Brasil sai por mais de R$ 37 mil. Na Argentina, O MESMO CARRO, FABRICADO NO BRASIL, sai por R$ 22,5 mil. E no México, que é muito mais longe do que na Argentina, sai por inacreditáveis R$ 18,5 mil, já com o frete e todos os impostos”.

Oi? Foi isso mesmo que você leu.

Resultado: A linha Perus-Pinheiros vai continuar sendo a minha opção por muito tempo ainda. E a cigarra das montadoras deve continuar cantando por um tempo ainda, principalmente depois da prorrogação da redução do IPI dos automóveis.

 

 

Quanto um livro pesa no seu bolso?

Recebi essa informação agora cedo: Preço médio do livro continua em queda, de acordo com a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial

Diz o estudo que o preço médio do livro, incluindo todos os gêneros, recuou 6% nas vendas das editoras ao mercado, no ano passado. Veja bem, nas vendas da editora pro mercado. Ou seja, esse “recuou” não significa que o preço caiu pra você, consumidor comum, que compra na livraria.

Ainda de acordo com a pesquisa, desde 2004, essa redução foi de 21% nos preços. E mais: descontada a inflação, a queda chegou a 44% entre 2004 e o ano passado.

O setor atribui essa redução à desoneração do PIS e da Cofins (impostos, basicamente) para os livros, medida que vigora desde 2004. Além disso, a crescente demanda por livros e a concorrência do mercado, ajudaram a baixar os preços.

Os dados confirmam a alta procura. Segundo pesquisa FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o total de livros vendidos no ano passado foi de 469,5 milhões.

 

A título de curiosidade: os e-books foram incluídos pela primeira vez na pesquisa do setor editorial.

No ano passado, foram lançados 5,2 mil títulos no formato digital. Em relação às vendas, o total corresponde a um faturamento de cerca de R$ 870 mil.

Você sentiu alguma diferença no bolso? Acha que essa redução chegou pra você? Comprou mais livros no ano passado do que em 2010?

Vinho quente

Se você já ouviu falar em boicote aos vinhos nacionais por aí e não entendeu ilhufas, vou te dizer uma coisa: Eu também não tava entendendo nada. Até ter que escrever uma nota sobre isso.

Então vou dividir aqui o que tá rolando. Aceito meu pagamento em espécie. De vinho mesmo.

O governo brasileiro anunciou que está estudando algumas medidas de salvaguarda para o vinho nacional. Medidas de salvaguarda são algumas ações pontuais que o governo adota para proteger algum setor da dos produtos exportados. Essa medida tem data e hora pra começar, então ela é provisória.

Voltando. Após esse anúncio, as importadoras de vinho e alguns formadores de opinião (inclusive o vice-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, Mario Telles) se manifestaram repudiando essa possível iniciativa do governo.

A salvaguarda pode ser o aumento do imposto sobre os vinhos importados (sim, aquele seu “português razoável” e o “chileno do Pão de Açúcar que quebra um galho” podem ficar mais caros).

O governo estuda também exigir que todo vinho que entrar no Brasil tenha no rótulo da frente um adesivo em Português falando da procedência e com outras informações. Sabe aquele rótulo que já vai atrás de todo vinho importado? Pois é, querem que, além desse, haja outro na frente da garrafa.

A diferença é que o adesivo que vem atrás explicando tintin por tintin sobre o vinho, tudo em português, é adicionado à garrafa aqui no Brasil. Esse novo, que o governo pensa em exigir, teria de vir de fora já colado na garrafa.

Isso dificulta a vida dos produtores e importadores. Imagina só você, que eles teriam de confeccionar um adesivo exclusivamente para os vinhos exportados para o Brasil. Já entendeu né? As pequenas produtoras simplesmente desencanariam de exportar vinho pra gente.

O que mais chama a atenção, é que o setor de vinhos nacionais cresceu 7% no ano passado. Pensa. É mais do que o crescimento do PIB (é, quase nada pode ser comparado ao crescimento do PIB do ano passado. Mas vamos adiante). Na verdade, não ficou muito claro o real motivo do governo querer proteger um setor que está crescendo, sacou?

Se essas medidas forem tomadas, isso vai se refletir diretamente no seu bolso. Por isso fala-se em boicote ao vinho nacional. Agora, se você vai ter cacife para pagar ainda mais pelos vinhos importados e resistir aos preços dos nacionais, aí já são outros quinhentos.

Saúde!

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Sobre esse tal de acordo automotivo

Antes de entrar em desespero e sair correndo pra concessionária, respira.

Agora sim, não precisa correr. Nada muda pra gente com esse tal de acordo automotivo entre o Brasil e o México.

O lance é assim: O México é um grande exportador de carros para o Brasil e vice-versa. Por isso, em 2002, os governos desses dois países criaram esse acordo que, basicamente, isenta os veículos da taxa de importação de até 35% que é cobrada de carros vindos de fora do México e do Mercosul.

Pois bem. No ano passado, a quantidade de veículos mexicanos que entrou aqui cresceu 70% em relação a 2010. Isso representou US$ 2,4 bilhões em vendas de carros mexicanos aqui no Brasil.

Acabou que ficamos no negativo, importando mais do que exportando, e a conta fechou num déficit de US$ 1,6 bilhão.

Sendo assim, o governo brasileiro renovou o acordo com os mexicanos fazendo uns pequenos ajustes, sendo que a mais importante foi estabelecer uma cota de veículos vindos do México, que ficou assim:

O México vai poder exportar para o Brasil US$ 1,45 bilhão no primeiro ano, US$ 4,56 bilhão no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro ano do acordo, que começa a valer agora (valendo!).

Outra coisa importante foi que o México vai ter que produzir seus carros com mais peças fabricadas na América Latina, valorizando o produto daqui.

Ou seja, para o consumidor final (nós, no caso. Ou você, já que eu não compro carros, por déficit na minha balança), nada muda.

Chuva na cerveja

 

Não é só você que se decepcionou com esse verão xexelento. Se te consola, até a gigante Ambev se abalou.

Isso porque, por conta do clima mais frio e chuvoso do final do ano, a previsão é que a venda de cerveja registre uma queda de 3% em relação ao caloroso 2010, segundo a corretora Ativa.

Isso pode causar um impacto nas ações da empresa, mas, ainda segundo a Ativa, esforços como redução dos custos logísticos e manutenção do market share ajudam na elevação das ações.

Não é pra menos, né? É clara a diferença entre uma noite quente e uma noite fria nos bares da cidade. A torcida agora é que o carnaval seja pelo menos um pouco mais seco do que no ano passado…

Fica a dica, São Pedro.

 

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Limão & Nada

 

Passei no Pão de Açúcar pra comprar flores pra Iemanjá (antes no final do dia do que nunca), e me deparei com várias dessas garrafinhas do novo suco de limão da Del Valle.

Batizados de “Limão & Nada”, as garrafas parecem um improviso, vestidas com um rótulo mais ou menos, de plástico, com cara de “vai assim mesmo” e com a promessa de não conter conservantes, nem açúcar.

Eu sei que sou suspeita pra julgar, já que não sou nada fã de sucos industrializados, por mais que eles digam que são naturais. Mas ainda assim me senti no dever de experimentar a tal da “limonada com nada além do limão”. Por R$4,95 eu trouxe pra casa 1 litro da novidade produzida pela Coca Cola.

O suco até tem cara de limonada de verdade, não é super doce – esse é um dos maiores problemas dos sucos de caixinha na minha opinião – e vem com o que poderíamos reconhecer como os gominhos do limão, igual ao já conhecido suco de laranja da Del Valle.

O gosto é bem mais ou menos, mais pra menos, com um amargor no final. Acho que se gelar mais, dá até pra encarar melhor… Mas nada excepcional (dá pra ser excepcional numa embalagem plástica?), acho que veio mesmo pra fazer par com o suco de laranja.

Na pior das hipóteses, vale pra quem não curte bebidas muito doces.

 

Férias!

Este blog está de férias!

Voltaremos com a programação normal em 28.11

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Budweiser sócia da Braskem

A primeira vez que eu tomei Budweiser foi na Argentina. Achei a cerveja tão aguada, que não conseguia entender por que as pessoas só bebiam aquilo na balada.

Aqui no Brasil a Budweiser acaba de chegar, compondo o portfólio premium da Ambev. E como quase tudo da Ambev, pegando pesado: patrocínios de shows e até (não sei porque eu ainda me espanto) eventos esportivos como UFC e a Copa do Mundo.

Na sexta eu pude – ou melhor TIVE que, já que não havia opção – dar mais uma chance pra Budweiser, pois fui ao show do Pearl Jam, um dos 20 eventos desse tipo patrocinados pela marca só até o final do ano.

Me pareceu que a cerveja daqui – produzida na fábrica da Ambev em Jaguariúna – era um pouco menos aguada do que a dos hermanos argentinos. Mas o que me deixou curiosa nem foi o gosto mais ou menos da cerveja, e sim os copos onde ela era servida.

No gramado do Morumbi você podia comprar uma lata de Budweiser por R$6,00. O pessoal que passava com isopor – muito organizado e bem servido, por sinal, e não faltou cerveja – servia uma lata num copo de plástico grosso e transparente.

O conforto de ser servido na pista te privava porém de “ganhar” um copo mais bacanudo da marca, em 3D, de plástico mais grosso ainda, que dava vontade de levar pra casa  ou mesmo – na minha ingênua cabeça – usar de refil.

Aí sim eu achei a iniciativa bacana: Vá até os pontos de venda na lateral do estádio, compre sua cerveja num copo mais legal e use de refil para as próximas geladas. Isso sim faz a Ambev ficar com pinta de ecologicamente correta.

Mas isso tudo, repito, na minha cabeça ingênua. Enquanto Eddie Vedder emocionava os fãs nas mais de duas horas de show,  o que eu mais vi foi gente com uma pilha enorme de copos bacanudos na mão, um tremendo desperdício. Além dos copos mais fininhos e sem graça que estavam aos montes espalhados pelo chão… Plástico que não acabava mais.

Pra Ambev, fica a dica: Diminuam o valor da cerveja pra quem vem com o refil na mão. Sem copo novo, a cerveja custa menos. Aí sim =)

Fico devendo a foto do “copo bacanudo”. E, claro, o título é só uma piada…

 

Do bem

Me deparei com uma pilha dessa num supermercado na Zona Sul do Rio, feita de um tal de “Suco do bem”.

A proposta parece bem interessante: Caixinhas coloridas com sucos de frutas sem conservantes. Ou “conservadores” com diz na embalagem.

Comprei duas, uma de limão e outra de laranja. O primeiro é super doce e tem gosto de chá. O de laranja, que promete o frescor de um suco recém-feito, não é nada diferente do “Fruthos” que a gente compra aqui em casa. Com a diferença do preço…

Pra quem já morou fora, ou viajou para o exterior, sim, você já viu esse filme, bem aqui, na marca Innocent.

Pra quem quiser saber mais, clica aqui pra entrar no site, e assista a esse vídeo (que não tem informação alguma, mas eu achei bem produzido)

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