As piores capas de livros de todos os tempos

(A minha favorita, confesso)

Esse Tumblr reúne as melhores piores capas de livros de todos os tempos. Tem coisas surreais!

Diversão garantida para este feriadinho com cara de dia normal de trabalho.

A culpa é das estrelas

 

Chorei algumas vezes com livros. Mas nunca tinha chorado de soluçar, de ficar mal mesmo, com alguma história.

Pois sempre tem uma primeira vez… Comecei a ler A Culpa é das Estrelas na livraria, à toa, esperando uma amiga. Depois de duas páginas, ela chegou. E eu TIVE que comprar o livro.

Três dias depois, numa sexta a noite, eu fiquei em casa. Queria terminar de ler, queria saber o que acontece com Hazel, uma adolescente com câncer, e Augustus, seu namorado, também doente.

Perdi a sexta a noite, perdi o alto astral, ganhei olhos inchados de tanto chorar. O final não é tão óbvio quanto você imagina, mas também não foi só pelo fim da história que eu chorei, evidentemente.

John Green conseguiu escrever uma história triste com grandes sacadas e momentos de bom humor. Claro que é o tipo de livro que a gente não pode ler em qualquer momento da vida, porque deixa a gente muito mal. Mas é bem escrito, inteligente, nada de dramalhão de novela.

E no meu caso, foi bom ter lido e chorado e sofrido. E é bom a gente olhar para outros problemas, para outras questões maiores do que as nossas. Deixa a gente menos medíocre, eu acho. Pensar que existem centenas de Hazels que vivem por aí, respirando com um cilindro de oxigênio que tem de ser levado pra cima e pra baixo, e que sabe que não tem cura e que resta pouco tempo de vida, faz a gente enxergar um pouco melhor a nossa própria existência…

E um dos vários trechos reflexivos é este aí de baixo. Um dos meus favoritos, talvez.

 

 

 

*Editora Intrínseca
R$ 29,90

Não siga sua paixão

 

“Torne-se muito bom – e a paixão surgirá”

“Quantas vezes você ouviu “siga sua paixão e o sucesso virá”? Isso não quer dizer que o conselho esteja certo, diz o professor Cal Newport, da Universidade de Georgetown, autor de So Good They Can’t ignore you (“Tão bom que não poderão ignorá-lo”, um bordão do comediante Steve Martin).

Amar o que se faz é um objetivo legítimo, diz Newport, mas seguir sua paixão não é o caminho para chegar lá. Por um motivo simples: Não há caminho “certo” esperando você adotá-lo. Paixões originais certeiras são raras – aqueles que desde criança sonham ser médicos, por exemplo. Na maioria das vezes, nossos desejos são baseados em fantasias e oscilam demais. Podem ser perigosos, causando ansiedade e troca constante de empregos.

Por isso, Newport aconselha a parar de ruminar sobre o que o apaixonaria, Em vez disso, desenvolva habilidades raras e valiosas, com estudo, disciplina e repetição. Elas é que permitirão definir os termos de sua carreira, dando-lhe controle e autonomia. Parece com abdicar de sua paixão? Ao contrário: Trata-se de cultivá-la. Seja bom – mas bom mesmo – e a paixão aflorará, afirma Newport.

Em seu livro, Newport cita um antiexemplo de sua tese, uma mulher chamada Julia, que deixou um emprego seguro em publicidade para se tornar professora de ioga – sua paixão. Após fazer um curso de apenas quatro semanas, começou a dar aulas. Menos de um ano depois tinha de viver apenas com tíquetes de alimentação do governo. Para montar sua tese, o autor conviveu algum tempo com tipos diversos, que vão de agricultores orgânicos a programadores de computador, investidores e roteiristas, registrando as estratégias e as armadilhas a ser evitadas. Todos se tornaram excelentes no que fazem sem levar em conta a paixão.

Além das observações empíricas, Newport se baseou também em estudos científicos, como o de Amy Wrzesniewski, professora de comportamento organizacional da Universidade Yale. Ela pesquisou quais tipos de trabalho as pessoas consideram um emprego (modo de pagar contas), uma carreira (caminho para o aprimoramento) ou uma vocação (atividade que é parte importante de sua vida e de sua identidade). O estudo concluiu que os funcionários mais felizes e mais envolvidos não são aqueles que se guiaram pela paixão, mas se desenvolveram o bastante para se tornar realmente bons no que fazem.

Newport sugere quatro regras práticas: Não siga sua paixão, mas descubra quais habilidades pode desenvolver a um nível superior; seja muito bom no que faz, pois a paixão se segue à maestria, e não o contrário; não espere promoções, já que se aprimorar leva tempo; e pense pequeno, mas aja grande, pois o que realmente importa não é achar o emprego certo, e sim descobrir como você pode ser bom em qualquer emprego.

Em resumo, o que você faz para viver é menos importante do que como você o faz”.

 

Esse texto, de autoria de Paulo Eduardo Nogueira, saiu na Época Negócios deste mês (os destaques, em algumas palavras e frases, são meus).

Bora se livrar dos clichês. Paixão tem muito mais a ver com satisfação e empenho, do que com sonhos, muitas vezes confusos e com pouca objetividade. Ou Seja: se joga, que a paixão aparece ;)

Junte-se a 13 outros seguidores