PROIBIDO PARA MAIORES DE 60 ANOS


Ainda tô digerindo. Me deu uma certa dor de estômago – o que agravou a minha gastrite – e eu ainda estou com a sensação de ter apanhado um pouco.

Li “Precisamos falar sobre o Kevin”. E doeu.

Apesar de já saber do que se trata, preferi ler o livro antes de ver o filme. E é agonizante. Passei dois dias e meio grudada no sofá, numa mistura de “chega. Esse é o último capítulo que eu leio” com “só mais esse”.

Como um vulcão que, a qualquer momento fosse entrar em erupção – e a gente sabe que, a cada minuto, ou a cada linha, falta menos pra tudo ir pelos ares – o livro foi me envolvendo, tirando meu ar, batendo no meu rosto, chutando meu estômago, me deixando aterrorizada.

Vale, claro, muito mais pelo texto da autora, Lionel Shriver, do que pela história em si, que a gente já meio que sabe qual é. Não tem um único parágrafo mal escrito ou torto e deve criar um certo sentimento de inveja em qualquer escritor veterano.

Uma puta linguagem,  num tom sarcástico, irônico e deprimido da mãe, personagem neste caso principal, que narra em primeira pessoa o que ela se tornou após seu filho de 15 anos ter assassinado 9 colegas de uma escola no subúrbio de Nova York.

E não, se você acha que eu já contei toda a história, se enganou redondamente. Mesmo com um final previsível, a autora arrebenta nos últimos capítulos e mostra que tudo – tudo mesmo – pode ficar pior.

O livro não se limita em apenas descrever o dia em que tudo aconteceu. A história conta a vida de Kevin desde o começo e, principalmente, a relação problemática dele com a mãe, que se remói a cada parágrafo para descrever cada um dos episódios vividos pelos dois.

Tipo de livro que eu não recomendaria pra minha mãe que já tem 60 anos, sabe?

(Mas daria para a minha analista)

*É da Intrínseca, e tá custando R$ 34,90 no site da editora.

Tem alguém aí?

Hoje é dia de pitacos!

Por Bianca Ferreira, do Dona Oncinha

Por mais jornalista que eu seja, eu assumo que meu lado mulherzinha grita “berrantemente” quando falamos de livros. Adoro um romance no melhor estilo comédia romântica e sou fãzona da escritora irlandesa Marian Keyes – para mim, a maior celebridade no ramo das autoras de “chick lit”.

Já li toda a coleção de livros da escritora que foram traduzidos para o português e mesmo alguns em inglês, que ainda não haviam chegado ao Brasil.

Dentre os meus preferidos, “Férias” e “Los Angeles” ganham um espaço especial na minha prateleira e, se você curte uma historinha de amor com passagens por sexo, drogas e rock n’ roll, eu recomendo.

O último que li, e sobre o qual vou falar por aqui, foi a versão em inglês do já traduzido “Tem alguém aí?”. O livro fala de mais uma das irmãs Walsh, já famosas devido a alguns outros livros da autora (inclusive os citados acima), e de uma temática pouco abordada por Marian e até mesmo pelos outros romances que eu já havia lido: a morte.

Eu confesso que o tema “morte” me deixa um bocado desconcertada. Eu não tenho intimidade com o assunto “fim da vida” (e nem pretendo ter tão cedo) pelas poucas experiências que, graças a Deus, tive nesse setor, mas tudo nessa vida há de nos surpreender um dia e eu, com o coração na mão, me surpreendi com o resultado da leitura.

Eu não quero contar sobre o que acontece no livro porque acho a leitura extremamente válida, mas Marian Keyes mais uma vez me pegou em pontos fracos e me emocionou com a leitura. O “chick lit” dessa vez nem foi tão romântico assim, tampouco retratou o sexo da forma como retratara antes, mas ao falar sobre algo que pode acontecer na vida de qualquer um de nós, ela me desarmou. Há uma sensibilidade de detalhes que as vezes nos parecem banais mas que nos conduzem para dentro da história, como se o sofrimento nos pertencesse.

Lógico que eu chorei litros e, por vezes, até me revoltei com o que acontecia – eu e a protagonista lado a lado, como se fôssemos ambas reais. Passei a conhecer rituais que eu quase não conhecia e pelos quais tinha pouquíssimo interesse, como encontros para contatar os que já foram e médiuns que falam pelos mortos. Em resumo, estive em contato com um lado real e espiritual da passagem dessa vida e passei a reconsiderar muitas de minhas conclusões sobre o que é morte e perda de alguém que amamos.

Não se tornou mais fácil para mim aceitar que a vida de algumas pessoas cheguem ao fim, principalmente por eventos inesperados, mas fica mais palatável entender o sofrimento e aprender a lidar com ele.

 

Eu recomendo!


*Editora Bertrand Brasil
R$59,00 na Livraria Cultura e na Fnac (só porque eu to democrática e imparcial hoje)

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Tenho passado longe delas, porque a dívida do cartão tá ficando grande…
Mas vale conhecer, ainda que pela web, a lista das 20 livrarias mais bonitas do mundo!

A lista completa aqui

(E surpresa! Temos uma brasileira no meio delas!)

Chuva na cerveja

 

Não é só você que se decepcionou com esse verão xexelento. Se te consola, até a gigante Ambev se abalou.

Isso porque, por conta do clima mais frio e chuvoso do final do ano, a previsão é que a venda de cerveja registre uma queda de 3% em relação ao caloroso 2010, segundo a corretora Ativa.

Isso pode causar um impacto nas ações da empresa, mas, ainda segundo a Ativa, esforços como redução dos custos logísticos e manutenção do market share ajudam na elevação das ações.

Não é pra menos, né? É clara a diferença entre uma noite quente e uma noite fria nos bares da cidade. A torcida agora é que o carnaval seja pelo menos um pouco mais seco do que no ano passado…

Fica a dica, São Pedro.

 

Foto

Limão & Nada

 

Passei no Pão de Açúcar pra comprar flores pra Iemanjá (antes no final do dia do que nunca), e me deparei com várias dessas garrafinhas do novo suco de limão da Del Valle.

Batizados de “Limão & Nada”, as garrafas parecem um improviso, vestidas com um rótulo mais ou menos, de plástico, com cara de “vai assim mesmo” e com a promessa de não conter conservantes, nem açúcar.

Eu sei que sou suspeita pra julgar, já que não sou nada fã de sucos industrializados, por mais que eles digam que são naturais. Mas ainda assim me senti no dever de experimentar a tal da “limonada com nada além do limão”. Por R$4,95 eu trouxe pra casa 1 litro da novidade produzida pela Coca Cola.

O suco até tem cara de limonada de verdade, não é super doce – esse é um dos maiores problemas dos sucos de caixinha na minha opinião – e vem com o que poderíamos reconhecer como os gominhos do limão, igual ao já conhecido suco de laranja da Del Valle.

O gosto é bem mais ou menos, mais pra menos, com um amargor no final. Acho que se gelar mais, dá até pra encarar melhor… Mas nada excepcional (dá pra ser excepcional numa embalagem plástica?), acho que veio mesmo pra fazer par com o suco de laranja.

Na pior das hipóteses, vale pra quem não curte bebidas muito doces.

 

Ano-novo

 

Fui parar no meio das comemorações do ano-novo do dragão, lá na Liberdade. Sem querer. Acho que é sinal de sorte =)

Vida

 

Vida sem saída nas Perdizes.

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