Os melhores de 2011

E já que a vibe é de retrospectivas, balanços, listas, desejos e pedidos de perdão, segue aqui a minha lista, pessoal e intransferível, dos melhores Tumblrs do ano.

Estre post tem participação especial de Sofro dos Nervos.

Fotos de executivos.
Não podia começar a lista sem algo realmente relevante pra mostrar.
E se você é fotógrafo, assessor de comunicação ou trabalha na firma, #ficaadica.

Esse dia foi foda.
Todo mundo já teve um dia foda, né?

Fuck Yeah Dementia.
Sem palavras. #chorei.

Fuck Yeah Indie Cats.
Uma homenagem à doida que ama gatos e procura namorado no eHarmony.

Tipos de pomba.
De longe, um dos melhores de 2011.

Catupiry.
E a lição do ano: Zuar os bichos tá em voga.

Porra Gaga, cai não!
Os bichos não são os únicos zuados. Digo, os bípedes não são os únicos zuados…  Sobrou até pra Lady Gaga.

I hate my parents.
Quem nunca, né?

Tarra ca nenê no colo e…
Bichos em primeiro lugar, bebês e crianças em segundo no quesito “mais zuados da web”.

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A segunda é minha: Pequeno manual do grande dexcolado

Em São Paulo, ou você é dexcolado, ou você tá por fora. E quem tá por fora, já sabe né? Não recebe convites pra fextas, fica de fora da pixta, é excluído do Facebook.
Mas não se desespere! Dexcolados de verdade são seguros de si e não vacilam. Perceba como:

1 – Fale coisas em inglês. No seu time, seja fun sem ser boring

2 – Use roupas de brechó. Que nem por isso precisam ser baratas

3 – Vestido com tênis de cano alto, big óculos de grau (ainda que não tenha grau nenhum), coque alto e descabelado, only for girls

4 – Tênis de cano alto, big óculos de grau (ainda que não tenha grau nenhum), camisa xadrez e barba por fazer, only for boys

5 – Se você é dexcolado, você tem um iPhone

6 – Please baby, não deixe de ter uma pinta blasé

7 – Dexcolado adora uma mochila dexcolada. Mas não usa paletó com All Star, porque isso não é coisa de dexcolado e sim de publicitário

8 – Pelo amor de Deus, não saia de casa sem o seu ipod

9 – Vá ao Studio SP. Tome uma cerveja na padaria da esquina antes. Saiba a letra das músicas que vão tocar na noite

10 – Dexcolado de verdade não deprime. Get up!

11- Faça pose, caras, bocas e biquinhos nas fotos

Leitura de férias: Extremamente alto e incrivelmente perto

To atrasada. Eu sei.
Também nunca prometi pontualidade. Embora devesse.

Li dois livros nas férias e um deles foi esse romance Extremamente alto e incrivelmente perto, do escritor americano Jonathan Safran Foer (o queridinho do momento lá na terra do Tio Sam).

O livro é lindo, daqueles que faz a gente parar no meio, fechar e chorar um pouco. A narrativa é delicada, as palavras do garoto Oskar, cujo pai morreu no atentado de 11 de setembro, são inteligentes e sutis (embora a tradução seja extremamente ruim, se puder ler a versão original, em inglês, talvez seja melhor).

O centro da história é a tragédia vista pelos olhos do garoto de 9 anos que perde o pai no atentado.  O trauma se contrapõe à inteligência do menino Oskar e  história que segue em paralelo, o romance dos seus avós, cruza com o momento presente, pois a avó e a mãe foram as únicas pessoas que restaram.

O texto é cheio de simbologias e metáforas. É lindo de doer.

Editora Rocco
(Peguei emprestado mas no site da editora tá por R$47,00)
Pra ler tipo já!

A segunda é minha: sobre os clichês (e desejos) do Reveillon

Pra ser bem honesta, nem me lembro exatamente das promessas que fiz nos primeiros minutos deste ano. Sei lá, mudar de casa, de cidade, ir mais à academia, ao cinema, viajar…

A cada meia noite de 31 de dezembro é sempre aquela história: Não importa qual é o ano, se é 2006, 1999, 2001, sempre exitem os breves lamentos sobre o ano que passou e depois, algumas promessas, como “neste ano vai ser diferente” ou “nunca mais olhar pra cara daquele babaca”… E a gente acorda no dia seguinte com a cabeça latejando e já burlando uma das promessas da lista, que era beber menos.

Com a idade, a gente passa a prometer coisas mais simples, por pura experiência e não por falta de repertório “vou ler mais”, “vou cuidar mais de mim” e aqueles pedidos nada palpáveis e que nem a gente sabe direito o que significa “vou me respeitar”, “vou gostar mais de mim” e bla bla bla, e mais uma rolha de champagne se estoura.

E novas fotos nas redes sociais de fogos de artifício, da galera na praia, do primeiro beijo do ano, e vai dando aquele sono na gente, misturado com a ressaca, e, de repente, você já nem lembra mais do que tanto queria pro ano que vai nascer. Já tive épocas de fazer uma lista, de tanta coisa que eu queria e já sabia que iria esquecer.

O ano-novo – e todas as possibilidades de mudanças que o 1º de janeiro pode trazer – tem esse espírito porque, claro, é um recomeço. E não deveria ser assim todo dia 1º de qualquer mês? Ou todo início de semana? Quer dia melhor pra começar uma dieta do que uma segunda-feira, o dia mundial da dieta, de qualquer mês que seja? Aliás, se for antes de janeiro, tanto melhor, cá entre nós…

Quer dia melhor pra prometer beber menos do que um sábado depois daquela sexta-feira-pé-na-jaca? Um sábado de julho ou de agosto… Sabe aquele sábado depois daquele casamento da grande amiga, em maio? Certamente teria sido um belo dia pra prometer tirar o pé do acelerador – ou da jaca.

Sempre tenho a sensação de que uma grande viagem significa Reveillon. Sempre que eu faço uma viagem legal, volto diferente, com mais fôlego, novas ideias, sensações, conhecimentos, promessas, vontades… Ora, não seria essa a mesmíssima sensação do 1º de janeiro?

Viagem é Reveillon. Voltar de férias prometendo querer ganhar mais, trocar de trabalho, ter mais tempo pra estudar e ir ao cinema, é Reveillon.

Segunda-feira é Reveillon. Sábado é Reveillon. Dias primeiros são Reveillons…
O Reveillon virou clichê por pura falta de crença nele. Precisamos de um calendário para organizar nossos objetivos, rumos, ideias, projetos. Mas não para idealizamors todos esses novos desejos. Não só nessa época do ano.

E por falar em clichê, o ano não precisa mudar. Você sim. E isso não deve acontecer só de 12 em 12 meses.

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